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As aventuras de Pi: um olhar sobre a fé

Indicado ao Oscar 2013 de melhor filme, As Aventuras de Pi, filme do diretor Ang Lee traz uma reflexão profunda sobre fé e a relação com o sagrado.

Os pôsteres e trailers indicam uma história de aventura repleta de efeitos primorosos e um slogan instigante: "Acredite no inacreditável". Foi assim que a adaptação para as telonas do livro "Life Of Pi" do canadense Yann Martel, por sua vez baseado em "Max e os felinos" do escritor brasileiro Moacir Sclair, chegou aos cinemas e cativou um público há algum tempo acostumado com grandes espetáculos visuais, mas o fez pela emoção.

O filme acompanha, em flashbacks, a história da vida do indiano Piscine Molitor. Pai de família, Piscine, ou simplesmente Pi, narra sua história para um escritor interessado em escrever um livro sobre ele. O caçula de uma família hindi que vive de seu zoológico passa a infância impulsionado a compreender o mundo ao seu redor, buscando pelo menos três experiências religiosas nesta empreitada. Na cena em que Pi cumpre o desafio de beber água benta da igreja católica, o padre o surpreende com um copo d'água saudando-o com a frase: "Está sedento?" - detalhe importante para o desenrolar da história.

Sedento era o nome original do tigre do zoo do pai de Pi, que por um engano acabou ficando conhecido como Richard Parker - animal que Pi tenta alimentar mas é impedido por seu pai, alegando que os animais são perigosos e não têm alma. Contudo, após um naufrágio que vitimaria sua família e os animais do zoológico, seria justamente Richard Parker a última companhia de Pi nos 227 dias que a dupla passa em alto mar, em um bote salva-vidas.

A relação de Pi com Richard Parker vai se desenrolando em momentos líricos de tensão entre o perigo e a amizade. Mesmo correndo o risco de ser devorado pela fera, Pi  aprende que precisa conviver com Richard Parker para não ser abandonado à completa solidão.

Mar e céu se confundem em muitas das cenas do filme, culminando na tempestade que se abate sobre o garoto e o tigre. Na cena fortíssima, Pi brada aos céus acreditando ser a tempestade uma forma de Deus se manifestar, força Richard Parker a sair de seu esconderijo e vislumbrar o fenômeno, mas o tigre acaba se assustando com a tempestade, levando Pi ao desespero.

Sem entregar o enredo do filme, o que se segue é uma sequência de eventos que aproximam os sobreviventes, sobretudo diante do perigo de uma ilha acolhedora e pacífica de dia, porém carnívora à noite. Assim como a ilha, a personalidade perigosa ou amiga de Richard Parker, o deus que traz esperança e causa temor, a companhia do tigre e sua partida sem cerimônia alguma abandonando Pi na praia; tudo ou grande parte dos elementos inseridos na história representam uma dicotomia importante para o entendimento da história.

Nos minutos finais do filme, estamos convencidos de que "Acreditar no inacreditável" é uma boa forma de chamar a atenção para a fábula cheia de significados do filme, quando, finalmente resgatado e diante da incredulidade dos membros da equipe de investigação ao naufrágio pela história narrada, o garoto reconta toda a história, "sem nada que vocês nunca tenham visto antes". Sem flashbacks, a nova versão da história nos faz entender que os acontecimentos entre Pi e Richard Parker representam uma realidade bem mais convincente, porém cruel e dolorosa - genialmente apresentada em uma cena densa, fixa no rosto de Pi no hospital, lívido.

De volta à conversa entre o Pi adulto e o escritor, percebemos que o interlocutor acaba fazendo às vezes do público ao tomar conhecimento das duas versões da história. Pi oferece então ao escritor - e consequentemente ao público, a oportunidade de, como ele fez, contar a mesma história, narrar a mesma realidade. A versão que escolheremos para construir essa realidade, contudo, é a que nos parecer mais adequada, mais verossímil, mais cruel ou mais bonita: todas são reais. "O mesmo vale para Deus", conclui Pi.




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O choque da decisão

No dia em que o Papa Bento XVI anuncia sua renúncia, um raio atinge a Basílica de São Pedro.

A segunda-feira (11/02/2013) entrou para a História como o dia em que, pela primeira vez em cerca de 600 anos, o líder da Igreja Católica abdica de seu cargo. Foi surpreendendo ao mundo que depois de sete anos enquanto Papa, Bento XVI alegou fragilidade em sua saúde como motivo de sua renúncia ao papado.

A notícia, obviamente, correu o mundo e tem ocupado as principais capas de jornais do mundo e os topos de debate nas redes sociais. E como tudo que ocupa tais locais, o assunto do Papa logo se tornaria centro de julgamentos inflamados. Inevitavelmente a ação e a pessoa de Joseph Ratzinger, e logo a Igreja Católica, a religião cristã e a figura de Deus voltavam então a ser centro de discussão no mundo e no país do carnaval - em meio ao próprio.

Para aumentar a polêmica, o período climático da Europa presenteia o Vaticano com uma tempestade densa durante a tarde de segunda-feira, com intensos raios que dificultavam o acesso da imprensa ao pequeno país, um dos quais atinge, exatamente, o topo da Basílica de São Pedro (foto a seguir).

Novo choque mundial. A imagem corre o mundo: uma resposta de Deus, uma despedida ao sucessor de Pedro, uma coincidência, um simples raio que, em meio a uma tempestade de tantos outros, atinge uma das áreas mais evidentes de um país de pequena extensão... o que for, fato é que a legenda "O Papa renunciou" ganhava uma ilustração que só reforçaria a gravação daquela segunda-feira na memória.

A renúncia do Papa foi anunciada para o dia 28 de fevereiro, às 20h00 no horário do Vaticano (18h00 em Brasília) e até por volta desta data, o nome de um sucessor deve ser anunciado. 

A renúncia a um cargo ou condição é sempre uma atitude corajosa. Mudar por conta própria o que se espera que aconteça, alterar um curso, sabendo os próprios limites e reconhecendo que muitas vezes pisar no freio é a melhor atitude é algo que podemos guardar do episódio, bem antes de entrar no mérito dos julgamentos e discussões, nos dizeres, "religiosas".

A figura papal se apresenta para o mundo como uma figura de poder, idealizada como o líder de uma multidão, especialmente em sua fé. Tudo o que nos lembre que essas figuras idealizadas também são humanas geram choque; tudo que nos lembra que nós mesmos (sem cargo nenhum) somos humanos, frágeis - e que podemos sim muitas vezes saber o momento de parar e decidir fazê-lo, parece muito mais assustador quando percebemos isso sentindo, ao invés de apenas lendo.

Esperem nos próximos dias até o dia 28 muitas retrospectivas do papado de Bento XVI, não vamos nos estender com mais uma por aqui, o último grande momento do Papa contém o que de mais sábio ele poderia ensinar: somos limitados, e acreditar que algo maior que nós vai assegurar que esses limites não nos afetarão não basta; por mais difícil que seja, somos livres porque precisamos decidir e assumir decisões. Se faremos isso sozinhos ou em companhia - que companhia escolheremos, eis aí novas decisões a serem tomadas.

Última mensagem de Bento XVI em seu twitter antes do anúncio da renúncia: "Devemos ter confiança na força da misericórdia de Deus. Embora sejamos todos pecadores, a sua graça nos transforma e renova."


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Gente grande

De uns tempos pra cá, a fanpage do Olhando de Frente no facebook nos aproximou muito mais de quem acompanha o blog. E recentemente, entre a galera conectada na rede social, surgiu uma onda de fotos da infância dos usuários e desenhos infantis, motivada pelo Dia da Criança.

Vendo estas recordações, não pude deixar de traçar um paralelo entre o que estava sendo lembrado e o momento atual. Na hora me veio à mente o versículo 14 do capítulo 19 de Mateus (aquela velha frase do 'deixai vir a mim as criancinhas' e tal), e de como outrora (na minha infância, ora!) eu interpretava essa frase. Adultos sofrem, adultos matam, adultos traem, mentem, fingem, mal-tratam crianças, machucam inocentes, não têm mais brilho no olhar e por isso, querem apagar que ainda o tem. JC não queria estes adultos. E me dava medo de crescer.

Bobagem! Como eu descobriria dolorosamente, chega uma hora escura, rápida e traiçoeira em que nos tornamos gente grande. Eu não vi essa hora. Talvez estivesse brincando ou sonhando enquanto ela se passava. Ninguém a vê, na verdade. Descobrimos que ela existe só depois que ela passa, quando não dá mais pra se despedir da vida de sonho. De uma hora pra outra, estamos no campo de batalha dos adultos. Não há mais volta.

É então que a surpresa acontece. Os adultos que nos tornamos não são outros senão as crianças que apenas sonhavam antes da transição. E talvez seja difícil perceber e/ou admitir, mas os sonhos de criança não se perderam. Que não se percam! Demorei pra entender o que significa ser "gente grande". Pesava o nome quando ouvia na infância. Hoje dá orgulho. Gente grande é gente que se expõe, é quem defende a gente quando é gente pequena, é quem inspira os sonhos da gente antes de crescer. Ser gente grande é habitar e viver os sonhos que a gente pequena tem.

Na boa, por mais batido e brega que possa parecer, os nossos sonhos são nossos motores. Chamemos de objetivos, metas, ideais, o que for, mas no fundo são sonhos da criança que fomos e somos. Sejamos e nos permitamos ser mais crianças. Sorrir mais, imaginar mais, ousar mais, aproveitar mais o nosso hoje. Agora interpreto de outra forma a passagem supracitada. JC quer que cheguemos a Ele como as crianças que há em nós. Pureza, simplicidade, inocência e confiança são coisas que nos faltam mas que um dia já tivemos. Basta resgatarmos isso em nós. Não deixando de lado as responsabilidades, desafios e dificuldades que a vida nos traz (inevitavelmente vamos nos deparar com o sofrimento), muito menos ignorando-os ou nos desviando deles, pelo contrário: olhando de frente, encaremos o mundo com um sorriso no rosto. Sorriso que falta hoje até para nossas crianças. A inocência se perde um pouco mais a cada dia, os corações endurecem cedo e esquecem de amar, deixam de sonhar.

Que a cada dia a gente possa acreditar um pouco mais no outro e em si, ter esperança não é tolice. Ser somente esperança é ingenuidade. Por que não trocar nossas lentes escuras e densas e olhar a vida com mais cor, com mais sentimento? Cada simples momento, como aqueles que pareciam o máximo na infância, ainda existe hoje. Se não os aproveitamos hoje, perdemos aos poucos o que a felicidade poderia ser para nós. Mais belo que ter esperança, é alimentá-la. Melhor que realizar sonhos (ou metas/objetivos/ideais, como preferirem), é nunca deixar de sonhar.

Para refletir, a música "Mesmo Assim" da banda Rosa de Saron:


Valeu!
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Cravo, canela e o papo da Gabriela

Vivemos das mudanças. Uma das poucas certezas que temos na vida é que a maioria das coisas passa, se vai, se transforma. Incluo nessa lista nós mesmos, o ser humano é um ser da mudança, da dinâmica. E é preciso saber passar por elas, tanto quanto saber provocá-las.


Gal Costa canta: "Eu nasci assim, eu cresci assim, E sou mesmo assim, vou ser sempre assim: Gabriela" e destes versos vem o que os psicólogos de plantão batizaram de síndrome de Gabriela. Resumidamente, o papo todo é em torno da falta de perspectiva para mudança que algumas pessoas apresentam. Ou vai dizer que você não conhece ninguém que vez por outra bate o pé no chão e diz: "não mudo e ponto final" - algum conhecido, claro, nós jamais! Ou não...


Não é difícil encontrarmos situações em que nem mesmo nós nos damos razão, mas mesmo assim insistimos na mera teimosia. Em outros posts, falamos aqui que precisamos ser teimosos e questionadores, é verdade, desde que haja fundamento e verdade. Uma teimosia forçada pelo comodismo e pelo medo do novo não passa de uma demonstração de fraqueza. É preciso ser forte para encarar as mudanças da vida. Mais que isso, é preciso ser forte para provocar mudanças na própria vida.


Eis que a mesma Gal Costa canta (também!): "Quando eu vim para esse mundo, Eu não atinava em nada Hoje eu sou Gabriela". E é aí que as Gabrielas caem do cavalo! Mesmo que hoje tenhamos uma dificuldade danada de assumir uma postura diferente e com isso enfrentar riscos e encarar consequências das mudanças, se olharmos para trás veremos que foi exatamente isso o que fizemos a vida toda. Antes, não sabíamos metade do que sabemos hoje, tínhamos medos que hoje estão superados e incertezas que agora estão sanadas. Logo, o que somos hoje definitivamente não é mais a mesma coisa que éramos no passado. E aí temos um perigo: que o papo da tal síndrome de Gabriela não seja algo radicalmente ruim, uma vez que para aceitar as mudanças não precisamos perder nossa essência. Mudar não significa jogar fora tudo o que vivemos, mas aprender com a vivência a moldar a estrada pela frente. É preciso ter certeza de quem se é para se transformar uma história. Se quando viemos para este mundo "não atinávamos em nada", esta é a razão para hoje NÃO sermos Gabriela, "meus camaradas!".


Coerência é um valor que falta entre nós. Não precisamos e não devemos ficar presos a um mesmo modo de pensar, isso não é ser coerente. Ser coerente é ter humildade para mudar as lentes, e não só elas, mas também as palavras e principalmente os atos. Olhemos de frente para o espelho e poderemos enxergar que a maior prova de que aventurar-se nas mudanças é necessário e edificante somos nós mesmos. O caminho que construímos até agora pode e deve se estender para muito mais longe, desde que a parte mais valiosa de nós não se perca pela estrada.


Valeu!
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Casino Boulevard: O lance está no ar


A banda Rosa de Saron lançou em maio passado seu novo CD, intitulado O Agora e o Eterno com 17 faixas inéditas, dentre as quais, sua nova música de trabalho: "Casino Boulevard"

A subjetividade marcante das letras da banda está presente na letra da nova canção. Aqui, Guilherme de Sá (autor da letra), faz uma alusão aos jogos de um cassino, comparando-os aos lances da vida. Não por acaso, a ironia da letra traz a ideia dos jogos de azar, em que a ideia da vitória e do prazer são intensos e extremamente efêmeros. Ao girar uma roleta ou lançar os dados, tanto se pode conquistar grandes valores quanto perder tudo o que se tem. Confira o videoclipe oficial:


Se ganhou, suspire; se perdeu, aprenda
Porque é hora de ser
Não demore ou vai perder sua aposta
Agora é a hora!
Escolha bem suas cartas, o seu jogo já vai começar

O lance está no ar!
É só você gritar bem alto, alto
Mas se prepare, prepare
Porque nada no mundo é de graça,
Você pode até ter medo, mas ande, caminhe
E só não pare, não pare

Qual é o seu limite? Até onde aguenta?
Se tudo aqui tem prazo, qual é o seu?
Pois tudo aqui tem um porquê
A vida é o cassino e você é a ficha
Nunca permita que a sua felicidade dependa de algo que possa perder

O lance está no ar!

Todos querem uma fatia da sua glória,
Todos querem apostar a sua vida,
sua graça, sua culpa, sua calma, sua alma...

Nada no mundo é de graça

"Se ganhou, suspire/Se perdeu, aprenda (...) Você pode até ter medo/Mas ande, caminhe/E só não pare, não pare" são versos que apontam outro aspecto dos grandes cassinos: a agilidade com que o jogo vira e a impossibilidade de parar, mesmo diante do medo e da insegurança. É um convite à reflexão: aos poucos, percebemos que cada ato nosso se torna um lance de um jogo, que há algo por trás de tudo - muito bem arquitetado - prevendo e controlando vidas como se controlam as fichas dos jogos. Além disso, apostamos e arriscamos o tempo todo muitas coisas e por vezes, a própria existência ou felicidade.

 Transpondo a mensagem comparada da letra para a realidade no videoclipe de Casino Boulevard, acompanhamos a história de um homem comum, com problemas na família e dramas pessoais que o levam a uma série de problemas. Em um deles - talvez o mais banal de todos -, uma discussão no trânsito, o personagem se depara com sua "aposta". A sua vida é arriscada - como o lance perigoso do cassino - ao limite. No último instante, sua consciência desperta, e o final fica em aberto. Não havia tempo para parar no jogo que já havia começado. O refrão marca a frase "O lance está no ar!" - semelhante exclamação do vocabulário dos cassinos, em que a frase é entoada para iniciar cada partida, com o grito alto dos apostadores.

Casino Boulevard é um poema para pensar: nada no mundo é de graça, tudo tem consequências, causas e um prazo de validade, um momento para acabar, mais cedo ou mais tarde. Um caminho sem saída para quem permite que a sua felicidade seja apostada, que sua vida seja uma ficha. Qual o valor de uma vida?


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Para sempre

Certa vez, alguém me perguntou: "O que é a 'vida eterna'?" - referindo-se à narrativa cristã de que morremos para este mundo, mas viveremos eternamente. Acredito que não respondi como era esperado (havia uma certa malícia descrente na pergunta, é bem verdade), talvez para desmistificar uma expectativa de uma resposta baseada no sobrenatural ou nos mistérios da fé, talvez somente para ser honesto com o que acredito e posso comprovar.

























É mais ou menos o seguinte: antes de perguntar o que é a vida eterna (viveremos para sempre?!), é impossível não esbarrar na ideia de morte e fim das coisas. E vivemos hoje sem saber se viveremos amanhã, não é segredo para ninguém que não sabemos até onde vai a nossa vez por aqui. Então, viver para sempre seria viver depois de morrer. E como viver depois de morrer? O que nos espera dali em diante?

Aí uma série infinita de teorias se apresenta para quem quiser aprofundar as opiniões que tentam responder tais perguntas, mas aqui elas não importam muito. O motivo: uma vez descobertas suas respostas, não haverá mais como transmiti-las. Acredito que mais importante que desvendar esses mistérios é cuidar do nosso jardim, fazer o que podemos com o que nos é possível agora, antes do que chamamos de "fim". Alguém pode lembrar da passagem bíblica "Orai e vigiai (...) não se sabe o momento nem a hora", e por aí vai.

Orai, vigiai e seja vida. Se o que persegue-se é um algo mais, se há algo que nos inquieta a duvidar que nosso fim seja apenas este e nada mais, se alguma coisa se move em nós e nos faz perceber que isso não é tudo, que somos muito pequenos diante da imensidão da eternidade... a fé atua e muito neste campo, mas não é só isso. Acredito que a vida eterna se faz quando deixamos de ser apenas nós, e passamos a viver nos outros. A eternidade está em fazermos a diferença, por menor que seja, de forma sincera na vida de alguém. Assim, com certeza as marcas que comumente dizemos que as pessoas deixam nas vidas umas das outras, eternizam o que somos, nossa essência não está em palavras bonitas, mas em atos verdadeiros.

Quem estiver numa onda mais filosófica, talvez já tenha se perguntado: e se minha hora chegasse agora, do que as pessoas se lembrariam? Que marcas temos deixado? Como seremos eternos? O que é vida eterna? Há um mistério bem maior nisso tudo, mas parte dele parece bem clara: a eternidade começa aqui, podemos plantá-la, podemos nos tornar eternos sendo o melhor que podemos ser na vida, vivendo pra valer cada instante como se fosse o último e da forma mais intensa com os outros, vivendo hoje o que a memória eternizará amanhã.

Valeu!
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Nunca tivemos tanta voz

Recentemente, os fatos que marcam o mundo deixaram de ser apenas "assistidos" pela maior parte da população. Se em épocas passadas revolucionar significaria pegar em armas ou sair à rua, hoje a internet tem sido um dos maiores artifícios de disseminação de ideias e persuasão a causas.


Ano passado, o mundo acompanhou - e compartilhou - países do Oriente Médio passarem por grandes mudanças, ditaduras de anos sendo questionadas e combatidas, vejam vocês, via twitter e facebook. Teorias da conspiração sobre o episódio à parte, fato é demoramos mas estamos aos poucos percebemos que temos meios para sermos ouvidos - e vistos.


O vídeo Kony 2012 gerou polêmica como o maior viral da história do youtube - e posteriores investigações à cerca de seus objetivos solidários. Seja como for, o mundo parou para vê-lo. Em seis dias, 10.000.000 de views só no vídeo original. Enquanto isso, por aqui, nós brasileiros não ficamos de fora! Os recentes twittaços marcam dia, horário e elegem uma hastag que será sua bandeira de protesto.


Em todos esses casos, independente da minha e da sua opinião sobre as questões levantadas por cada um deles, temos que concordar que as ferramentas usadas foram as que nós temos: as redes sociais. E funcionou, mesmo que muitas vezes o objetivo de um protesto online não seja atingido (e francamente, é o que acontece na maioria das vezes), ao menos o silêncio não triunfou. Temos voz, podemos e precisamos usá-la para ecoar o que acreditamos, questionar o que não entendemos e denunciar o que nos sufoca. É hora de fazer barulho, de ser sal e fazer a diferença, não é assim?


Que as Luízas do Canadá, os memes e as paródias "Para Nossa Alegria" não se sintam envergonhados de terem sido compartilhados. A diversão e a brincadeira faz parte da vida da galera, seria hipocrisia e falso moralismo condenar quem se diverte, pior que isso: por em cheque a inteligência da população. Já fomos mais inteligentes? Já fomos mais reprimidos, menos livres e mais medrosos. Mais inteligentes, a História prova que não. E os cliques também.

Valeu!



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Chaves manda mensagem pela vida

Esta semana um vídeo gravado em outubro de 2010 ganhou as redes sociais. Trata-se de uma campanha publicitária do movimento Denme Chance sobre a temática do aborto com o depoimento emocionado de Roberto Gómez Bolaños (criador e intérprete do Chaves). 


No vídeo, Bolaños revela que quando sua mãe estava grávida, ela sofreu um grave acidente que a deixou à beira da morte. Tal acidente acarretou problemas na gestação e os médicos exigiram que ela abortasse. Porém, como sabemos, não foi isso que aconteceu e hoje Bolaños é um dos maiores nomes da televisão mundial (sendo chamado de Chespirito, "pequeno Shakespeare"). Confira o vídeo:





O vídeo caiu como ilustração do twittaço #BrasilSemAborto realizado na sexta-feira (24) contra a legalização da prática no Brasil. O tema como sempre polêmico divide opiniões e fomenta discussões, mas inegavelmente o exemplo do Chaves nos faz refletir sobre o quão valiosa é a nossa vida e ao mesmo tempo tão frágil agora e bem mais nos primeiros meses. 


Opine você também, divulgue este post nas redes sociais clicando nos balões sobre o título da postagem e interaja conosco.
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Cenas impactantes #2: Shrek

SHREK: Se eu te tratei tão mal, por que é que voltou pra cá?
BURRO: Porque é isso que faz um amigo, ele perdoa o outro.

Este clássico diálogo do filme "Shrek" é uma das cenas mais bonitas do longa. Como sabemos, na sequência da história, Shrek e o Burro Falante irão se tornar grandes amigos e enfrentar as mais adversas situações juntos. Porém, a princípio, o ogro do pântano rejeita qualquer contato social, o que inclui a amizade do Burro. (Re) veja a cena:





Como é simples a mensagem, e como é grande o ensinamento. Sejamos um pouco Shrek para perceber o quanto por vezes afastamos de nós as pessoas que só querem nosso bem. Muitas vezes é difícil ouvir conselhos, se permitir mostrar-se sensível. Porém, há pessoas que não desistem de nós, mesmo quando somos esses ogros grosseirões, e insistem em estar do nosso lado: os amigos.

Enquanto isso, mesmo mal-tratado, o Burro permanece ao seu lado, perdoa sua brutalidade e intolerância. Temos aqui aquele bichinho valioso e difícil, o perdão. Como seria a saga se o Burro ficasse bravo com Shrek e resolvesse abandoná-lo? O que seria do Shrek sem seu fiel companheiro? E de nós, sem nossos amigos? Amigos de verdade estão sempre por perto, os de verdade estão. Realmente a amizade é um dos maiores valores da humanidade...

Então não perca tempo, compartilhe este post com seus amigos - ou envie para aqueles que estão afastados de você - e corra para junto deles, não vá dormir sem dizer o quanto sua amizade é especial.

Valeu!
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Cenas impactantes: Batman - O Cavaleiro das Trevas

"A loucura é como a gravidade, basta um empurrãozinho..."
Esta frase memorável foi dita pelo sádico Coringa (Heath Ledger) em Batman - O Cavaleiro das Trevas. Na ocasião, o vilão sequestra dois grandes barcos e coloca em um deles civis do Gotham City e no outro os detentos da penitenciária local, dando a ambos os barcos a oportunidade de explodir a embarcação vizinha, salvando suas vidas. Caso nenhum dos dois grupos se manifestasse até as 0h, o Coringa explodiria todos.


Mas o Homem-Morcego, como era de se esperar, interfere e luta com o vilão, pendurados em um grande prédio. O combate dura até a meia-noite, e até então nenhum dos dois barcos havia sido detonado. Triunfante, Batman diz: "Esta cidade acabou de provar que está cheia de pessoas que só acreditam no bem", impedindo o pior.


Vista a cena, cabe perguntar: quantas vezes nos deparamos com situações semelhantes a dos personagens do filme? A representação dos dois barcos dá uma certa tensão para o enredo, mas é verdade e constante a rivalidade do mundo em que vivemos, no qual convencionou-se que o sucesso de uns só é possível com o fracasso dos outros. Coringa incita essa rivalidade, esperando ver as pessoas matando umas às outras. O mundo incita isso também; desde pequenos somos postos em competições, querendo superar os outros, ser "superior".


Mas a frase de Batman reflete uma outra realidade: assim como os personagens do filme se recusam a matar os ocupantes do barco vizinho, muita gente neste mundo não aceita essa constante guerra de homens contra homens, a esperança ainda existe. Somos capazes de reverter essa mentalidade, basta querermos, ousarmos, acreditarmos: é possível.


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Uma estrada para um fim


Seu suco de fruta com "espuminha e tudo!". Se liga no tal suco em pó, pois é, nele pouco há da fruta original - ooooooh!. Aí entra em cena uma série de fatores e facilitantes que podem explicar o porquê desta "industrialização" da fruta, mas isso vocês já fazem ideia, certo? Da fruta original ao produto final, do sentimento à expressão, da ideia à execução... sim, há uma ponte loooooooonga sobre tudo isso.



Já deu pra sacar que o lance do suco é apenas um exemplo - o mais ilustrativo possível - destas pontes que existem entre nós e a origem do que "consumimos". Pra ser mais objetivo: o que se passa no blogueiro, antes de virar post é digitado (ah, vá!) e só então lido e interpretado. Neste processo, a ideia original acaba se desviando, se moldando, se modificando. Podemos dizer que tudo o que vemos por aí tem o "algo por trás", tem uma ideia original.


Volta e meia, no meio cristão, discussões surgem no que diz respeito às origens eclesiais. Qual foi a ideia original? Estamos correspondendo? De quem foi a iniciativa? Controle seu queixo e seus cabelos (para que eles não caiam ou se levantem), mas é preciso admitir que a Igreja é formada por humanos, pessoas, falhos como todos. Fatores como os que levaram à industrialização da fruta em pó, também se apresentam nestes outros casos.


O sabor do nosso suco é o mesmo da fruta, pasmem! A essência santa de uma Igreja é a essência do divino, do que transcende, dEle. Isso é real, inegavelmente. Mas atenção: nem todos os sucos preservam com fidelidade o sabor de sua fruta originária. Do mesmo modo, inocências e ingenuidades à parte, há sim muito de erro e pecado nos membros de uma igreja. Erros inerentes aos seres humanos, se o sabor da fruta oscila entre o real e o mais cômodo, é porque, mais uma vez, ainda não perdemos a condição de humanos, TODOS.


A melhor maneira de se chegar ao sabor da  fruta é colhendo-a direto da árvore. Mas frutas não nascem na grama. É preciso subir na árvore, ou usar uma escada, apoiar-se confiante em algo que lhe sustente. Na busca por Deus, não precisamos "subir", precisamos "entrar". Não vai ser no desafio às nuvens que O encontraremos, mas na árvore do interior do nosso coração. Temos também a necessidade de um apoio nesta caminhada, um apoio vivo, firme, confiante, seguro. Uma estrada para um fim. Uma árvore para o fruto. Uma Igreja para um Deus.


Valeu!
Davi Ferreira
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Play/Pause

Durante muitos posts, conversamos sobre seguir em frente, não desistir, sermos "teimosos" e insistentes no que acreditamos e tal... mas hoje a proposta é diferente. Vamos puxar o freio um pouquinho e perceber que nem sempre não estarmos caminhando significa que estamos parados.
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Vertical

"Estou desenhando. Desenhando uma cruz para um amigo. Simples, uma cruz: linha horizontal, cortada ao meio por uma outra linha - esta vertical - com o dobro de seu comprimento. Cruz, complexa e simplesmente."

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Do zero não dá

"Daqui pra frente, tudo vai ser diferente!"  Ah, que beleza de verso cantado, não? É, cantado, lido, declamado, beleza, mas... e vivido? Quantas vezes você já não se prometeu, de peito estufado na frente do espelho, que toda aquela "tralha" errada que faz/fazia parte de sua vida iria desaparecer de uma vez e para sempre? Não é mal admitir que tal promessa caiu por terra zilhões de vezes, a menos que eu e todo mundo sejamos exceções, acho que você não é o único.

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Desafio super-herói

(em parceria com o blog Seu Sangue é Raro, Doe!)

Já pensou se você, "pobre jovem de all star e calça jeans", salvasse a vida - sem metáforas - de alguém? Esqueça a sua imagem saltando de prédio em prédio com uma capa colorida e uma sunga por cima da calça, salvar vidas não significa ser um personagem de quadrinhos. Troque a superbatalha por uma simples ida ao hemocentro mais próximo e... tchanaaaaam! Bem-vindo à liga de salvadores de vidas, aspira!

Pode parecer chover no molhado, etc, etc, mas na boa, de que adianta capa colorida e cueca sobre calça sem luta? Ou ainda, de que adianta fé sem ação? Aí você diz: "Ah, mas eu não sou capaz de resolver o problema do mundo todo!" E eu respondo: "Mas você, SOZINHO, pode salvar até três vidas de um modo muito simples: doando sangue".

É com esse objetivo - convidar e incitar a cada um de nós, jovens e adultos, a doar sangue - que vem por aí a terceira edição da campanha Seu Sangue é Raro, Doe! idealizada por nossos amigos de Minas Gerais. A ação Sangue Raro está prevista para o dia 06 de agosto de 2011, paralelamente em Belo Horizonte e Betim ( informações: twitter.com/sangueraro )
Mas, isso não é tudo, pessoal!

Para esquentar os motores, novamente o Olhando de Frente se une ao Sangue Raro e promove em Fortaleza-CE, a edição especial da campanha. E como aqui a gente não dispensa uma boa festa, a ação vai rolar no maior evento católico do ano: o festival Halleluya (Comunidade Shalom)!!! (Gritos!, hehehe)

Dia 21 de julho, quinta-feira, este que vos escreve estará junto à unidade móvel do Hemoce dentro do Halleluya esperando por você, que é um jovem conectado e disposto a fazer o bem, para participar dessa ação superimportante e de quebra, colocar sua cara no blog, topa?

Desafio lançado! Quem não quer a sua vida igual a tudo o que se vê faz a diferença e mostra que sua fé tem sim ação e que seu sangue é raro para muitas vidas por aí. Vamos, juntos?


Valeu!

Davi Ferreira
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Ponto e vírgula

Volta e meia, nos deparamos com aquela clássica luta entre o bem e o mal, entre o mocinho e o vilão, etc. Claro que na real, ninguém sai por aí com seus sabres de luz coloridos indicando de que "time" faz parte.


Em O lado oculto da lua - Transformers 3, porém, temos uma luta essencial entre "jogadores do mesmo time". Não querendo estragar a surpresa do filme, mas o que me chamou a atenção foi esse momento em que dois, teoricamente "aliados" travam uma batalha.


Deixando agora de lado os robôs e os carros superdesenvolvidos, partimos para aquilo que vivemos de verdade e todo dia. Somos muito mais que meros personagens ficcionais, nossa vida não dura os 120 minutos de um filme ou os sete meses de uma novela, e por isso mesmo não podemos ser reduzidos a x ou y.

"Rá! Então é perfeitamente aceitável que, de vez em quando, façamos uma maldadezinha para justificar esse dualismo?" Preciso responder? Pois bem, lá vai: CLARO QUE NÃO! O que quero passar aqui é que a perfeição não nos cabe, jamais poderemos nos tornar imunes ao mal, nem imunes a qualquer coisa que seja de bondade. Estes termos funcionam muito melhor nas novelas...

Confuso? Talvez, mas com certeza motivador, antes de mais nada! Por incrível que pareça, ainda encontro por aí gente que se acha o subsolo do poço, perda total e ponto. Mas o que muitas vezes acabam esquecendo, é que de tantas coisas que saem, bem... "erradas" nas suas vidas, até o tal do ponto entorta e vira uma vírgula! Aquela frase clássica:"Quem se define se limita" merece ser tocada aqui também. Não precisamos nos limitar pelos rótulos criados por nós mesmos. O que somos já foi definido antes de qualquer coisa, não é competência nossa, ora bolas!

Claro que isso não é motivo também para deixarmos a vida afrouxar. Perfeição, bondade no sentido comercial da palavra, é utopia para nós. Porém, é dentro de nossos limites que podemos procurar viver essa santidade, e você há de concordar que uma santidade que vence seus próprios limites (olha a luta dos autobots de novo ae!) é muito mais bonita, muito mais valiosa.

Se não somos, irremediavelmente de todo mocinhos ou vilões, é porque temos em nós Alguém que faz estes pontos finais se tornarem vírgulas, este "por que?" se tornar "por que não?" e esta vida ter muito mais sentido...

Segue vídeo da música "Perto, Longe ou Depois" (Rosa de Saron) para refletir:



Valeu!
Davi Ferreira
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Clique, cartas e barulho


Bem, esta semana completamos 25.000 visitas, ou seja, 25000 cliques só neste endereço. Fora os outros tantos que a gente dá nas twittadas e afins. E isso é bom? Ótimo, sim senhor! Mostramos que embora estejamos distantes de outros tantos amigos, temos em comum ao menos o clique.










Cliques esses que nem sempre estão aí para nos unir, infelizmente. Temos nas mãos meios incríveis para fazer coisas melhores, mas muitas vezes preferimos fazer o contrário. Do mesmo modo, soltamos cachorros, cobras, lagartos e abobrinhas para atrair multidões ceguinhas da silva pelo que todo mundo faz igual e não quer fazer diferente.

Há algum tempo atrás, rock era coisa do demônio e ponto final. Esse exemplo é o mais forte que podemos dividir aqui, está no nosso meio. Uma clicada simples na palavrinha "Arquivo" lá em cima deste post prova - através de bate-papos que você conhece muito bem - que hoje a história é outra. Tínhamos o rock. Tínhamos a influência. Por que não usar o que se tem para um propósito... diferente?

Se nos dezembros celebramos ainda o nascimento de Cristo no Natal, esta mesma data antes era uma festa pagã em honra ao "deus-sol". Ora, ora, quem é o sol da vida dos cristãos? Então, por que não novamente usar o que o mundo oferece, jogar com as cartas em jogo?

Os dualismos estão aí, o mundo não é ruim como alguns preferem dizer. Preferem dizer o que é mais fácil, porque ir contra as verdades absolutas que todo mundo está acostumado ainda parece arriscado demais. De verdade, em mais de um ano aqui, ainda me deparo com gente dizendo que "isto aqui é PERDA DE TEMPO, é bobagem, é falta do que fazer!"
E também com gente dizendo "rock católico?! Ah, aquilo que de Deus não tem nada!"
Durma-se com um barulho desses! Não, não durma-se! Acorde-se! Façamos barulho juntos e façamos de nossa fé, do que é nossa verdade, o único norte para nossas vidas. Usemos o que temos, e aí chegaremos onde queremos.

Valeu!

Davi Ferreira
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Pôr do sol

Quando eu era moleque-recém-saído-das-fraldinhas, achava que tinha gente que nascia grande e gente que nascia criança. Assim, ninguém crescia e tudo era invenção da Globo (!). Depois, quando comecei a ouvir falar da tal "fase das mudanças" achei bobagem, ora essa, como assim mudar de uma hora para outra? 

É engraçado quando percebemos o quanto mudamos sim, não de imediato, mas de forma tão sutil que só percebemos quando olhamos para trás (mas aqui é lugar de olhar de frente, ora essa!). E quando isso acontece, muitas vezes ficamos felizes pela história que estamos construindo ou ficamos mal por sabermos que poderíamos estar melhor, saca?

Vamos "metaforar" um pouquinho. Claro que nossas vidas são complexas demais, todos temos problemas, lembranças boas, outras nem tanto, amigos diferentes, professores, chefes, família, enfim... cada um tem uma história. Então, pra generalizar o negócio, vamos comparar nossas vidas a um dia. Um dia e suas 24 horas (que são iguais para todo mundo, ricos e pobres, brasileiros e chineses, cristãos e ateus). Vamos nos ater ao momento do pôr do sol, hora comum em que muita gente volta para casa depois de um dia cansativo. É aí o momento em que "voltamos" para nossa história até agora, beleza?

Como está seu pôr do sol? Bonito, recompensante depois de um dia difícil ou triste, nostálgico e deprimente? Independente de como esteja o pôr do sol deste dia, o que temos (TEMOS, todos) é a certeza de que a noite que vem depois do crepúsculo é o ponto de partida para nossos próximos dias, para o que será de nosso sol.

Para refletir, vídeo da música Monte Inverno (Rosa de Saron):



Valeu!
Davi Ferreira
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Bocas e trombones

Sabe quando você vê um DVD na locadora, o aluga e o filme decepciona? Sabe quando você vê um livro e, pela capa, não se interessa pela história? Estamos acostumados a julgar e a criticar pelo que vemos - pior, pelo que não vemos - e os olhos se tornam juízes impiedosos, muitas vezes enganados.
Vamos trocar os livros e DVDs por gente de verdade. Não existem pessoas que podemos alugar os sentimentos com uma carteirinha e ainda com promoções nas quartas-feiras, existem? Acabamos pisando na bola legal, guiados pura e simplesmente pelo que nossos olhos (ou nosso egoísmo, orgulho ou mágoa) acusam, acabamos por excluir de nossa história, quem sabe, algo que jamais recuperaremos - ou não, e esse é o grande problema: como saberemos? Isso tudo significa que ainda não estamos aptos a sair por aí disparando nossas impressões por quem estiver na frente.

Tudo na teoria parece simples pra caramba! Agora responda rápido: quem nunca foi julgado injustamente? quantas vezes já espalharam por aí mentiras e fofocas a seu respeito? Se você respondeu "não", "nenhuma", ou coisa parecida, posso constatar que ou você não vive - vegeta, ou que você simplesmente não sabe! Pode parecer cruel, mas é inevitável: o tal do "quem está na chuva é para se molhar" funciona mesmo, e como funciona! Muitas vezes até quem nem "colocou seu cavalo na chuva", sai molhadinho da silva (!).

E agora José? Ah, agora não é nada e é tudo. Não é nada porque infelizmente não podemos fazer muita coisa. Quem se propõe a abraçar suas verdades, dentro ou fora de uma Igreja, faculdade, escola, trabalho, etc., tem que se expor. Não dá para deixar para ser você mesmo só quando ninguém estiver olhando. E é tudo porque felizmente também não podemos fazer muita coisa! A não ser seguir firmes, fiéis ao que acreditamos. Se fizermos algo para revidar ou para provar o contrário do que os olhos/juízes dos outros dizem, acabamos nos alterando, mudando quem somos na verdade.

E que ninguém venha se valer deste post para justificar-se com a Gabriela: "eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim e vou ser sempre assim". Fechar-se para as críticas é pior do que respondê-las. Percebam, crítica não significa julgamento. O lance é saber receber o que é passado com humildade e inteligência, e não como bronca. Pessoas que gostam das outras não querem vê-las no erro, não é assim? Sejamos autênticos, coerentes, humildes para crescer uns com os outros e não diminuir quem está no mesmo barco, pois quando este afunda...

Valeu!

Davi Ferreira
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Homem Deus - Parusia

O dia da espera. A morte não seria o ponto final da história de Jesus na Terra. Aqueles homens e mulheres, fiéis a JC, sabiam disso. E os três dias que se seguiram - não dos mais fáceis -, em que aqueles que os acusaram de heresia pareciam triunfar com a derrota do pregador. Mas a esperança não estava sepultada.

Divino. Foi ele quem dissera: haveria de voltar depois de três dias. Como duvidar de quem foi a própria Verdade entre os homens? Só três dias... hoje pode parecer pouco, mas era um novo desafio à fé daqueles homens, manter-se firme quando tudo parecia terminado... parecia e hoje mesmo pode parecer para nós. O mundo pode duvidar, muitos podem querer calar nossa vigília, mas não! Não há como não acreditar: a esperança viva está!

Divino. E vivo também está JC. A história até ali todos conhecemos: a Verdade se fez visível aos fiéis, a promessa foi cumprida. Tomés de hoje ainda hesitam, precisam tocar para crer, somos humanos, fracos... Nossos três dias não têm prazo, porque agora ele não está morto, está vivo e em nós, o Paráclito. Mas esse ainda não é o fim: Sua volta é iminente, é real!

Divino. O segredo está em confiar, em entregar-se de verdade ao que diz a voz no coração: "voltarei". Não estamos sós por completo agora, e não estaremos nunca mais. Novamente ele voltará,
para nós isso tem um nome e se chama... Parusia.

Rosa de Saron
"Parusia"

O seu amor, o nosso amor me faz pensar.
É tão fácil lembrar, com a memória é muito simples.
Difícil é esquecer quando se tem amor.
E você tornou-se impossível de esquecer.

Há tempo que ficou pra trás todo silêncio e solidão.
Se o tempo foi, você ficou junto de mim a me aquecer.
Há tempo que o frio passou, ficou o calor da tua luz.
Se o tempo foi, você marcou presença onde não há valor.

Tal qual estou a esperar a sua volta.
São joelhos calejados que tocam o precioso chão.
Fazer o quê? Eu não sei o que fazer!
Ainda assim só há alegria porque sei:
Sua volta é iminente.
Ansioso espero por você!

Há tempo que ficou pra trás todo silêncio, e solidão;
Se o tempo foi você ficou junto de mim a me aquecer.
Há tempo que o frio passou, ficou o calor da sua luz;
Se o tempo foi você marcou presença onde não há valor.

A esperança viva está.
Minha mente só me traz você!
Eu sei porque não há solidão...


Valeu!
Davi Ferreira








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