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Bate-papo com Asas da Liberdade


De um grupo de amigos ligados em música e religião surge a banda Asas da Liberdade, mais um nome da nova safra de bandas religiosas que ganham o meio digital com uma forma diferente de trazer mensagens para a juventude. A seguir, entrevista com Thiago, vocalista da banda.

Vamos começar apresentando a banda. Quem são os componentes da Asas da Liberdade? Vocês sempre foram cristãos/passaram por algum período de conversão? 
Bem a banda é formada atualmente por 4 integrantes: eu (Thiago) no vocal, Gabriel na guita, Matheus na batera e Caique no baixo. Crescemos na igreja, na mesma paróquia, frequentando sempre as missas, mas a respeito da conversão, interpreto de uma forma diária, pois sempre temos algo pra aprender e que podemos mudar para melhor.

Nos últimos anos, a música cristã tem crescido bastante e novas bandas surgiram. Como ocorreu a fundação da banda?
O Asas da Liberdade, nasceu do profundo desejo de cada um de nós de poder mostrar pros jovens que estão no mundo, que pode haver sim, um jovem feliz dentro da igreja, evangelizando e sendo exemplo de Deus através da música, mostrando que não precisamos largar nossas vidas, nossos gostos (desde que eles não sejam prejudiciais), e provando que podemos ser jovens felizes a serviço da igreja.

E a escolha do nome? Como vocês chegaram a “Asas da Liberdade”?
Na verdade a banda já teve alguns outros nomes: Rara Calma, Sacrarium, Krypta,... mas Asas da Liberdade, define de uma forma mais ampla e abrangente, a mensagem que a banda tenta passar, define de uma forma mais simples e mais fácil de entender, que Deus é o nosso foco, e o nosso maior objetivo é alcança-lo; o nome Asas da Liberdade surgiu num momento de mudança da banda, nova formação, novas ideias, e precisava também de um novo nome, e não sabíamos o que colocar. Dei a ideia de Asas da Liberdade, mas não estava definido ainda, e como todos gostamos muito de Skate, sim ADORAMOS skate (embora eu não pratique)! (risos), certo dia um dos integrantes viu uma imagem de skate com Asas, e me ligou desesperado... "Thiago, Asas Da Liberdade, esse é o nome da banda: ASAS DA LIBERDADE!", e todos aceitaram a ideia e ficou, um nome forte, e que chama bastante atenção.

Quais as influências cristãs e seculares da música de vocês?
Nossas influências cristãs são variadas, elas vão desde Iahweh, Rosa de Saron, Beatrix, The Flanders, até Oficina G3. E seculares, temos Capital Inicial, Creed, Linkin Park; temos estilos bem variados, uns gostam mais de Heavy Metal, outros mais de Punk Rock, enfim, isso acaba influenciando também nas nossas escolhas.

Como é o processo de composição da banda?
Cara, não temos um momento para composição, as músicas simplesmente acontecem, em momentos de tranquilidade, momentos em que estou sozinho sem nada pra fazer, costumo escrever algo, o mesmo acontece com os demais integrantes.

Quais as maiores dificuldades/desafios de se evangelizar através da música independente?
É difícil, pois a aceitação do público é muito menor pelo fato de não ser uma banda famosa, mas nós sabíamos isso desde o inicio, e decidimos levar em frente, pois nas dificuldades é que vemos o quão forte somos, e quando estamos unidos por Deus, essa força se torna ainda maior.

Quais os projetos futuro da banda? Podemos divulgar alguma novidade?
Estamos em processo de retorno de férias, novas composições, gravações de ensaios, e em breve teremos muito mais coisas pra divulgar, por enquanto ainda é surpresa... (risos).

Deixe uma mensagem para a galera ligada no Olhando de Frente.
Não desistam nunca dos seus sonhos, não deixem o medo tomar conta dos seus desejos, a vida é dura, mas se fosse fácil ninguém daria valor, e principalmente, valorizem as pessoas que estão ao seu redor, pois elas são importantíssimas pra edificação e sustentação, nos momentos de quedas, e nunca passe por cima de ninguém, a humildade é a base da vida.





Quer conhecer mais sobre a banda Asas da Liberdade?

Visite o perfil da banda no facebook.
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Você já conhece a banda Midrash?


Um velho amigo está de volta ao Olhando de Frente com muitas novidades. Fábio Coelho conversa conosco sobre um ano de mudanças em sua vida pessoal e profissional, apresentando em primeira mão a banda Midrash, seu novo projeto dentro da música cristã.

Fábio Godoy Coelho, entre Lucas Quirino e Dener Taique,
formam a banda Midrash. • Fotos: Divulgação by: José Caetano

Em maio deste ano, começava uma nova fase na sua vida/carreira com a sua saída da banda The Flanders. Como foi esse momento de transição para você?
Mais uma vez agradeço pelas portas abertas, pela oportunidade de esclarecimento e divulgação! Tenho um carinho e respeito gigantesco pelo trabalho do Blog Olhando de Frente e estar aqui mais uma vez participando, é motivo de muita alegria e orgulho! Que Deus continue sempre abençoando este trabalho especial!

Exato, em maio de 2012 muita coisa mudou na minha vida, na minha rotina como músico e como pessoa! Depois de 7 anos ininterruptos de trabalho intenso, muita dedicação, eu deixava o The Flanders. A decisão pela saída não foi fácil, afinal 7 anos, quase sempre sonhando os mesmos sonhos juntos, viajando, convivendo é um tempo considerável. Saí do The Flanders porque não me sentia mais feliz, saí porque os objetivos com relação a missão eram diferentes, isto foi decisivo!!! Por último, decidi sair porque já havia no meu coração a chama pelo novo! A transição em si não foi complicada e não está sendo complicada, o mais complicado foi tomar a decisão de romper com tudo, com a rotina, inclusive com as coisas que não me deixavam mais feliz. Confesso a vocês que esta decisão foi tomada depois de muita conversa com familiares, amigos, orações, muita, muita reflexão... foram necessários alguns bons anos de avaliação! A transição também me fez entender e comprovar que eu ainda poderia caminhar, poderia recomeçar, que eu ainda era capaz, muitas vezes, quando ocorre um rompimento em nossas vidas, normalmente nos questionamos se ainda somos capazes de recomeçar, de fazer algo novo e ser feliz...eu afirmo a vocês, SOMOS CAPAZES!! Eu abdiquei de uma zona de conforto para recomeçar algo que acredito demais, para viver o novo e não me arrependo de absolutamente nada! Me sinto um adolescente cheio de vida e sonhos novamente!! (risos)
Sou absolutamente grato a tudo que vivi no The Flanders, afinal se ainda posso viver este sonho na música católica, devo isto principalmente ao meu trabalho e dedicação dentro do Flanders, ao meu "sim" no momento certo e à oportunidade que me foi dada anos atrás!


Junto da despedida do Flanders, foi anunciada por você a criação de um novo Ministério, a banda Midrash. Como e quando surgiu a ideia dessa nova banda?

Sim, o NOVO MINISTÉRIO já é uma realidade!! 
O anúncio da minha saída do Flanders em vídeo foi muito mais em respeito aos amigos, ao público que acompanha minha vida e meu trabalho do que para qualquer outra finalidade mas vi uma oportunidade neste vídeo de também comunicar a este mesmo público que eu não estava saindo e encerrando meu trabalho na Igreja junto aos jovens. A ideia de um novo ministério acho que sempre esteve comigo, desde a época de Flanders, no fundo este novo Ministério sempre esteve dentro da minha cabeça, do meu coração, faltava a oportunidade, faltava o tempo para dedicar e o motivo fazê-lo nascer! Como tudo na vida tem o tempo certo, decidi aguardar e quando a oportunidade apareceu, mergulhei de cabeça!!

A banda Midrash:

De uns tempos pra cá, a música cristã ganhou mais espaço e cada vez mais bandas surgiram no cenário. Você, que sempre foi um grande incentivador da inovação no meio, como analisa atual cena musical cristã? E qual a proposta de sua nova banda nesse cenário?

Ótima pergunta... sempre observo muito tudo que se refere a música, não somente a cristã, mas todo tipo de música. Mantenho sempre minha mente aberta... estudo, ouço de tudo. Particularmente neste momento de recomeço, me dediquei ainda mais aos estudos, em ouvir coisas novas, antigas para poder encontrar meu caminho. Particularmente na música cristã, vejo que houve uma melhora enorme, tenho contato diário ou quase diário com muitas novas bandas que me enviam material para avaliação (e agradeço a confiança de todos os ministérios que me enviam suas músicas para esta avaliação), estas bandas se mostram cada vez mais ousadas e dispostas a mudanças...ao crescimento e amadurecimento. Muitas delas surpreendem com sua atitude, força e personalidade. A banda Novo Sentido da cidade de Ponta Grossa é uma das bandas que tenho orgulho de citar. São meninos dedicados, humildes, de muita fé e que logo chegarão aos ouvidos de muitos jovens!! Fui um crítico severo da música católica até pouco tempo atrás, ainda sou...(risos)...até comigo mesmo (acreditem!) mas não posso deixar de afirmar que muita coisa já mudou pra melhor e venho sendo surpreendido positivamente com a nova safra! O Midrash faz parte sim desta nova safra...ainda estamos remando como todos os novos ministérios, não deixa de ser um recomeço, o meu recomeço...e me orgulho de ter tido a postura e a coragem de recomeçar! O Midrash vem para somar, chega também para lutar pelo seu espaço com muito trabalho e humildade. Que possamos ser luz, um norte na vida de muitos outros jovens músicos ou não!!


Ainda há muito mistério quanto à Midrash (e isso faz parte do processo de formação, claro), então vamos "investigar" (risos). Como foi a escolha do nome? O ritmo ainda será o rock? Que estilo pretendem seguir? Vocês pretendem trabalhar como independentes ou terão uma gravadora?

Sim, mistérios e mistérios... (risos) ...mas o mistério parcialmente acabou!! Minha nova banda se chama Midrash!! O significado de "midrash", deixarei a cargo de cada um de vocês para que possam investigar... (risos)... o Google esta disponível pra todos...(risos)! Mas tenho certeza que vão se identificar demais com o significado de Midrash! 
Sim, postamos dias atrás um pequeno trecho do nosso novo single que se chama "Senhora Insensatez!" e como muitos que já ouviram puderam concluir, o Midrash é Rock!! 
Venho me preparando também não somente como músico mas como formador...retomei minha formação e estou empenhado em viver esta missão com muita responsabilidade e conteúdo!
Pretendemos lançar o CD ano que vem... a ideia é lançar pela Codimuc mas não temos nada fechado! Temos que finalizar todo o material (temos aproximadamente 12 músicas para serem finalizadas), compor ao menos mais umas 7 novas músicas, lapidá-las, fechar o repertório e aí sim apresenta-las a Codimuc para aprovação ou não! (risos)... a Codimuc, através da Cris Mattos, está nos acompanhando de perto e vem nos incentivando demais. Seria um sonho bom ver o Midrash na Gravadora Codimuc, empresa que tenho tanto carinho e respeito, lugar onde me fiz como músico e sou respeitado! Vamos aguardar... (risos).


Sobre os integrantes do Midrash, conte-nos como foi a formação dos membros. Já estão todos definidos? 

Dener Taique (Baterista)
O Midrash de hoje é formado por mim (Coelho), Lucas Quirino (guitarra) e Dener Taique (bateria ex-Flanders). Poderemos sim em breve ter a entrada do quarto integrante...cenas do próximo capítulo! (risos)


Quando plantei no meu coração que eu recomeçaria, a única certeza que eu tinha é que eu queria voltar a tocar com o Dener, baterista que vcs conhecem bem, ele tocou comigo no Flanders por 3 anos, gravou o DVD Deus é Deus e Vice Versa (Flanders)  e em seguida saiu. Particularmente pra mim, naquela época foi uma perda enorme a saída do Dener... perdi um parceiro de estrada, amigo e o músico que me entendia pelo olhar! Dias após a minha saída do meu antigo ministério, liguei para o Dener e o convidei a viver este sonho... ele prontamente me disse SIM! Foi e está sendo uma alegria imensa poder trabalhar novamente com o Dener!! 
Lucas Quirino (Guitarra)


O Lucas (guitarrista) com toda certeza da Terra é uma realidade que logo vocês conhecerão, tem 20 anos e é um grande guitarrista e um produtor de mãos cheias!! O Lucas Quirino no início do ano fez teste para ser o guitarrista do Flanders... (risos) ... na verdade estava escrito que ele seria o guitarrista do Midrash (risos)... meses após formar a banda, fizemos um teste com um amigo guitarrista de Campinas e não deu certo, procurei alguns amigos, conhecidos pedindo indicação de um guitarrista. O Lucas foi uma destas pessoas que procurei pedindo indicação, (risos)... no final ele "se indicou" e se mostrando ultra-talentoso e muito solícito, acabou ficando com a vaga!!







Ano que vem, o Brasil será o palco para o maior evento católico do mundo: a Jornada Mundial da Juventude. Como estão a expectativa e os planos para esse momento? 

Apesar do momento de tristeza com estas chacinas covardes, injustificadas e que me envergonham e entristecem muito, vejo que estamos por viver no Brasil momentos de muitas alegrias. Teremos eventos gigantescos como a Copa das Confederações, Copa do Mundo, Olimpíadas e no que diz respeito a nossa religião, JMJ! Era mais do que merecido que a JMJ se realizasse em nosso país, o maior país católico do mundo, um país carente de alegrias, carente de boas novas, com tantos problemas. Me sinto orgulhoso por poder fazer parte deste momento único  e glorioso. Teremos jovens de todo mundo presentes em nosso país, conhecendo nossa cultura, nossa gente, nossa fé e com o objetivo em comum... viver em Deus!! Teremos o nosso amado Papa Bento XVI para comandar esta festa do céu aqui em nosso país. A expectativa é enorme e torço para que todos nós possamos ser bons anfitriões, exemplos de cidadão, cristão!! Temos que viver intensamente cada segundo do que nos foi oferecido e fazer valer esta oportunidade para o resto de nossas vidas!
Espero que o Midrash possa estar presente, contribuindo e somando neste evento tão importante!


Como em toda sua carreira, durante a saída do Flanders e agora no nascimento do Midrash, o público se mantém muito fiel e próximo à você. Comente sobre sua relação com os fãs nestas etapas de sua vida.

Sempre sonhei em viver o que vivo na música. Quando menino, ainda imaturo, os grandes palcos, o autógrafo, o sucesso era algo a se perseguir... (risos)... mas a música me mostrou outros caminhos, me surpreendeu com novas portas... propostas!! Mesmo antes de viver o mundo da música católica, eu sempre tive meus pés no chão, participei de outras bandas seculares antes do Flanders... a dedicação e respeito ao público sempre foram as minhas bandeiras. A música católica me deu tudo que um músico sonha... público fiel, "fama", palcos enormes, mas ela foi a única que me deu algo que nenhuma outra poderia ter me dado... Deus, perdão, um casamento, uma família mais feliz, mais amigos, orgulho e certezas! Sempre fui católico...mas havia me afastado do Pai, me reservei a não tentar conhece-lo mais do que eu achava que conhecia. A música católica e vocês me deram esta nova chance!
O público é reflexo desta minha gratidão... recebi muito... recebo muito... mais até do que acho que deveria receber e não teria como agradecer a Deus e a vocês senão amando cada um de vocês como meus irmãos! Não sou demagogo... hipócrita... se afirmo que sou grato e que amo vocês é porque simplesmente amo. Nada disto teria sentindo sem o carinho de vocês, sem a força que vocês me dão, sem o olhar de afeto q recebo, respeito com que me tratam. Nada teria sentido se eu não tivesse a certeza que o meu trabalho como músico católico traz paz, alegria, força para cada um de vocês!! Quero e vou fazer parte da vida de cada um de vocês como ferramenta de Deus... assim como vocês fazem parte da minha história! Esta relação de carinho que temos (público e eu) é reflexo da verdade que vivemos!! Somos pecadores sim... imaturos as vezes, com cicatrizes para serem curadas... mas estamos unidos... correndo na mesma direção, prontos para sermos fraternos, justos, humildes! Não tenho como agradecer em palavras o tamanho do minha gratidão pelo amor q recebo de cada um de vocês! Que Deus nos permita continuar juntos, vivendo este sonho... este é meu maior desejo e a minha forma de dizer obrigado!


Quais são os seus próximos planos? Quando teremos mais novidades do Midrash?
 Acredito que a parte mais complicada já passou... que é acreditar em um recomeço, acreditar que você ainda é capaz, dar os primeiros passos, formar a banda, achar um nome adequado e forte... estar entre amigos leais!! Agora só penso em trabalhar e degustar deste momento com o Ministério, onde tudo é novo, redescoberta... aprendizado! Quero viver o novo com paz, com alegria, quero viver os dias com o Midrash com lealdade e companheirismo! Esta fase é importante e não vamos atropela-la! A meta agora é viver tudo isto que citei, finalizar o repertório com sobriedade e lançá-lo quem sabe por uma gravadora já em 2013 (acredito muito e espero de coração que seja pela Codimuc). Esta é nossa meta. Parece tão resumido e simples não é? (risos)... mas o trabalho até aqui foi muito intenso... de muita entrega... de maio, quando saí do meu ex-ministério, até hoje, são exatos 6 meses e se pensarmos bem é um período muito curto pra fazer tudo que já foi feito!!



Deixe uma mensagem para a galera do Olhando de Frente.

Bom, antes queria deixar meus agradecimentos aos administradores e idealizadores do Blog Olhando de Frente... meus sinceros agradecimentos pela oportunidade de estar aqui mais uma vez falando de sonhos, idéias, fé... um pouco da minha vida! Quero agradecer também a Lize (Beatrix) por sempre, sempre ter sido luz nesta caminhada com o Midrash, sempre estar disposta a nos ajudar, a Lize entre tantas coisas que fez por nós, foi a responsável pela Logo maravilhosa da banda... além de talento indiscutível, tem um coração lindo! Obrigado ao André Leite (Iahweh) pelo carinho e atenção que vem dando a todo nosso trabalho, pelo interesse, respeito e credibilidade!! Você é mais que parceiro... já é um grande amigo!! Obrigado ao Gustavo, Nei, Danilo Lopes (Ceremonya), DJ Tau, Dj Léo, João (Flanders), Francis [Botene], Demian Tiguez (Anjos de Resgate), BTN e Tiago Matos (Iahweh) por tanta atenção, torcida e carinho com meus sonhos. Também à Cris Mattos (responsável pela pesquisa e escolha do nome Midrash), Amanda (Codimuc), Tais Mattos (esposa) e grande parceira, incentivadora, Eduardo Gil e Gustavo Figo.

Não poderia de esquecer meus amigos (público) que não gosto de chamar de fãs... amigo é amigo... fãs ficam distantes demais! O que seria de mim sem Deus, sem minha família e vocês...amigos!!  Obrigado Denão e Lucas por acreditarem neste sonho com a mesma paixão que eu! Espero que possamos caminhar e viver juntos este sonho do Midrash mais uma vez!! Conto com a força, as orações e o carinho de vocês!!

Moçada, estamos vivendo dias difíceis em nosso país, dias onde infelizmente somos forçados a nos trancar em casa, com medo de morrer, dias em que nos fizeram reféns... alvos e moedas de troca de corruptos! Não vamos nos acomodar vendo tanta barbaridade, somos uma juventude bárbara, de jovens pensadores, esclarecidos... podemos lutar pelos nossos direitos sempre respeitando a vida e colocando ao amor e Deus como nosso Norte! Peço a todos que tenham cuidado nestes dias, peço que rezemos pelas vítimas que já se foram, pelas famílias que sofrem com as perdas... Temos a internet como ferramenta de mobilização Nacional, mundial e devemos utiliza-la para tentar mudar este mundo tão cruel, temos um coração cristão, somos capazes... façamos do nosso grito contra a injustiça a nossa maior arma! Que Deus os abençoe!!



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Bate-papo com Moryah


"Andar na contramão de tudo o que se vê" - essa é a frase que acompanha a banda Moryah, que desponta no cenário da nova música católica. Formada por jovens e com um som igualmente jovem, a banda prepara para 2012 muitas novidades como a gravação de novos singles. A seguir, um bate-papo descontraído sobre a carreira e os projetos dessa galera.



Olá, galera da Moryah! Primeiramente é uma grande alegria recebê-los novamente no Olhando de Frente. Vamos começar apresentando os integrantes da banda, beleza? Como cada um se uniu à banda?
Olá galera, é uma honra imensa estarmos aqui no blog Olhando De Frente.
A Banda Moryah é formada por: Junior na batera, Lukas no baixo, Jee na guita/back, Mark na guita/solo e a Jehh no vocal.
Bom, as coisas na Moryah sempre foram muito malucas, a forma que Deus "joga xadrez" e move suas peças é incrível. No fundo no fundo, todos já tinham a vontade, o chamado, mas faltava nos conhecermos. Muitos amigos passaram pelas formações da banda, até chegar nessa formação de hoje. Quem deu início a essa missão foi a Jehh e o Junior, em Janeiro de 2009. Depois, esbarramos com um parceiro que a tempos não víamos (Jee), muito amigo do Junior e que cresceu tocando em grupos de jovens. Começou uma parceria e assim nascendo a primeira formação da banda. Em Janeiro de 2010, Jee deixa a banda e indica um novo guitarrista (Mark), ex-seminarista que tinha a pouco tempo largado uma banda de metal secular e queria voltar a tocar para Deus. Nesse mesmo tempo o Lukas (amigo de uma amiga da Jehh) ouviu falar que estávamos precisando de um baixista e assume o posto. Em Janeiro de 2011 (Oh janeiros decisivos esses! hehe), Jee retorna a banda como guitarrista e backing  vocal. Essa é a formação atual.

Nos unimos com muito tempo de entrega a Deus, paciência e dedicação todos foram se conhecendo no meio da missão e assim nascendo essa família, a família Moryah. Grandes e verdadeiros irmãos!


Como vocês resumiriam a missão da Moryah?
Nossa missão é levar o amor de Deus, simples assim!
Seja em nossa música, no nosso jeito de encarar a e valorizar a vida, e tudo mais, o que queremos mostrar é isso, nada mais.



Vocês têm um diferencial muito bacana que é o trabalho do blog na internet. Comente sobre este meio de evangelização.
A internet nos dá a cada dia a oportunidade de conhecer muitas pessoas, de muitos lugares, com seus medos e problemas, estamos aí para ouvi-las e levar os nossos pensamentos e ideais.
Para os apóstolos, levar o evangelho foi levar a boa nova, a boa notícia de Jesus ressuscitado. Sentimos Jesus no meio de nós e usamos o blog para mostrar isso. Os blogs cristãos em geral, assim como o Olhando de Frente, são como as cartas de São Paulo, que levam a esperança para aqueles que dela precisam.


Uma turma jovem começar uma banda não é fácil. Com três anos de carreira, quais as maiores dificuldades enfrentadas? Como vencê-las?
 O fator financeiro é um pouco complicado.Tudo tem um preço, gravação de música, instrumentos, ensaios, site, etc etc etc. Hoje contamos com alguns apoios de amigos empresários que acreditam na missão Moryah. Assim vamos levando na medida do possível (risos).
Outro fator são os eventos ou a falta deles no caso, (risos). Ainda temos que arcar com quase tudo para que a juventude católica tenha eventos direcionados a eles, músicas, arte, esportes, etc. Claro, aos poucos as coisas estão mudando e esperamos mais atenção com o surgimento de vários ministérios católicos jovens, grupos de teatros,dança, jogos, web rádios, web tv, grupos online, blogs e outros além da JMJ chegando aqui no Brasil. 
Sabemos que aqui tem muitas bandas, coordenadores e religiosos lendo o blog, então um apelo: Para vencer essa dificuldade precisamos continuar insistindo em apoio jovem, eventos, música, teatros, dança e arte em geral. Tem muita coisa boa nas comunidades, basta as lideranças se interessarem em procurar e dar atenção aos seus adolescentes e jovens.


Como é o processo de composições de vocês? Há alguma história de composição especial para contar para a gente?
Todos compõem e hoje temos um acervo com mais de 40 letras em estoque! Temos 7 músicas prontas em repertório e 3 gravadas. Estamos selecionando mais algumas para fechar o CD.
Ahh, tem todo tipo de composição, letras e melodias que nascem depois da Adoração, letras de situações que passamos, letras que surgem de repente no coração e precisamos correr pegar caneta e papel para não perder nenhuma palavra; tem até uma música que os meninos criaram no meio de um retiro, "do nada". Tem casos que se acorda, de madrugada, depois de um sonho e ter que anotar.
A mais engraçada foi a música Moryah, que a Jehh estava no banho e pediu para sua irmã pegar papel e caneta e escrever enquanto ela cantava. 


Em 2012, sabemos que a banda prepara novidades. O que pode ser adiantado para a gente?
As novidades começaram agora em Maio com lançamento oficial do nosso single "Melodia de uma carta". Ela estará disponível para download no iTunes. Para mais detalhes é só acessar nosso blog.  Quem sabe surge até um clipe...
   Até o final do ano vamos trabalhar muito em novos single e a meta é fechar 5 músicas novas para download. Quem tá esperando por camisetas da banda, este mês já podem conferir também em nosso blog. Estamos preparando nosso site, não vamos deixar datas aqui ainda mas em breve estará no ar.  


Como vocês imaginam a missão da Moryah daqui a 10 anos?
Que ela esteja viva ainda no coração de cada um e de muito mais pessoas. Planos são planos mas é melhor deixar tudo nas mãos de Deus. Daqui dez anos voltamos a conversar! (risos) 


Deixem uma mensagem para a galera ligada no Olhando de Frente.
Não desista da vida, por mais difícil que ela tenha sido, ame, ame e ame.
Ame o próximo, ame o "não tão próximo", ame seus pais, AME... RESPEITE...VIVA!!!
Lembre-se que o mundo pode ser melhor com um simples "Bom dia", "Boa tarde" e "Boa Noite".
É difícil andar na contra-mão de tudo que se vê... mas "tamo junto neste sacrifício"!



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Bate-Papo com Lize Borba

"A vida começa quando a nossa zona de conforto é deixada pra trás" - Lize Borba, produtora, designer e atual vocalista da banda Beatrix conversa conosco pela primeira vez, relembrando sua trajetória e revelando detalhes da sua missão em diferentes campos da evangelização. E ainda, as novidades do Beatrix e seu novo CD, Lugar-Comum, com uma linguagem atual e essencialmente cristã. Pax!



Hoje conhecemos Lize Borba por seu sempre inovador trabalho tanto na produção de projetos de bandas como à frente da Beatrix. Mas como tudo começou? O que veio primeiro: a arte ou a vida cristã? Você passou por algum momento de conversão?
Primeiramente obrigada pelo "inovador" fico feliz que pense assim do meu trabalho!
Outra coisa é como tudo começou... vou pegar leve porque a estória inteira é complicada pra escrever aqui. Em resumo, minha família sempre teve essa ligação com a igreja católica. Meus irmãos são evangélicos, mas o cristianismo sempre esteve presente, participo desde criança, e não tive muito essa coisa de "momento conversão", tenho uma visão um pouco diferente, uma porque a gente tá sempre se convertendo, no sentido de mudança de vida mesmo, acho que faz parte do ser humano buscar novas formas de comportamento, de melhora consigo e com os outros. O segundo lance é que eu nunca saí da igreja, ela faz parte da minha vida assim como a música e as artes visuais, eu sempre gostei de desenhar (acho que toda criança curte!) só que depois isso acabou durando, eu fui cartunista, fiz graffite, fanzine e depois parti pra faculdade de design. Toco violão desde os 6 anos de idade, nunca estudei mesmo, foi um lance meio autodidata... eu tive a primeira banda de rock com 11 anos, então acho que posso dizer que veio tudo junto!





Recentemente, você assumiu os vocais da banda Beatrix, da qual já fazia parte. Conte para nós como foi essa transição.
Pouca gente sabe, mas eu tive outras tantas bandas antes do Beatrix. Já havia sido vocalista em algumas, claro que nenhuma teve essa proporção que o Beatrix tem e a responsabilidade de gravar um disco. Cantar nunca foi meu forte, eu sempre fiz isso pra quebrar o galho, porque o lance pra mim sempre foi tocar guitarra. Quando o Beatrix tava no comecinho, os meninos queriam que eu fosse vocalista, só que eu não me sentia preparada, achava aquilo fora de cogitação, tanto que fui procurar uma vocalista e acabei conhecendo a Aura Lyris. Ela também não cantava na época, tinha feito uns musicais no colégio e aulas de teatro. Ela foi aprendendo a ser vocalista. Depois que a Aura saiu da banda, nós tínhamos duas opções: 1) Começar outra banda, com outro nome e outra vocalista; 2) Lize no vocal e continuar com o Beatrix. Achamos que a primeira ideia era descartável, a gente se dá superbem e não tinha porque trazer mais uma pessoa nova pro nosso convívio. Resolvi aceitar o desafio e partir pra nova missão. É claro que teve muita gente me ajudando tanto na questão de apoio - sem meus amigos isso não seria possível - quanto no quesito profissional. O André Leite, vocalista do IAHWEH, que é um cara incrível foi meu maior mentor e incentivador, é Deus no céu e o André na Terra pra mim. 

A nova fase do Beatrix traz o segundo CD da banda, "Lugar Comum". Como foi a concepção de projeto? Quais as expectativas e os objetivos deste novo trabalho?Esse projeto ficou bastante tempo incubado. Era pra ele ter saído pelo menos um ano antes, com a antiga formação, mas sei que Deus tem seus motivos, os quais hoje compreendo com mais clareza de porque as coisas não foram tão rápidas como a gente imaginava. Até falo isso pra
galera que está começando... uma ideia precisa de maturação, precisa ser bem trabalhada pra entrar em ação. Tudo corre para o bem dos que amam, não é verdade? Acho que esse trabalho foi uma experimentação, tem muitos sentimentos nele. O disco tem esse nome porque queríamos nos identificar com as pessoas que gostam do nosso trabalho, chama-se Lugar Comum não no sentido de um lugar qualquer, mas sim de lugar EM comum. Todos somos habitantes do mesmo planeta, estamos no mesmo lugar do mundo, não é porque somos católicos, budistas ou protestantes que vivemos em uma redoma. Somos todos parte desse mundo, universo de informações de acontecimentos considerados bons e ruins. Estamos vivendo na explosão dos sentimentos na loucura real onde fingir viver não é viver de verdade. O Beatrix tinha algo pra falar. Isso é importante! Ter algo a dizer é o princípio básico pra quem quer gravar um disco e não o oposto. Vejo muita gente produzindo coisas e tal, mas coisas que realmente são relevantes, que vem de dentro e que partem de uma experiência de necessidade de expressão são poucos. Esse trabalho tem esse conceito: olhe o mundo ao seu redor, não seja apenas um espectador, participe! Revolucione, mude sua maneira de pensar, tente refletir sobre o que está acontecendo na política, nos fatos, assista os jornais, leia, informe-se, não seja um alienado. E
acima de tudo, questione! 



As letras do Beatrix sempre exploraram temas atuais de uma forma singular. Em "Lugar Comum", esta abordagem parece ainda mais profunda. Fale sobre as temáticas abordadas no novo CD.
Bom, eu acho legal falar das músicas, detalhar e tudo mais. Só que ao mesmo tempo eu sinto que cada um tem liberdade pra sentir o que quiser, pra dizer o que acha, se concorda, se discorda, se acha irrelevante. Eu leio o que escrevem por aí sobre as músicas, o clipe mesmo, (Mentira de Mentira) gerou bastante polêmica. Algumas pessoas perguntam se a gente é mesmo católico, enfim, as vezes tenho essa sensação de que as pessoas ainda não sacaram o que é ser realmente cristão. Se concentram nas pequenas coisas, nos detalhes minúsculos, ante a uma série de questões muito mais amplas e sérias pelas quais todos estamos passando. Esse disco tem uma olhar crítico, mas acima de tudo é sincero. Nele nós nos reconhecemos errantes, perdidos, confusos... é só ler, isso está explícito no disco. Eu estava meio cansada de ouvir sobre a perfeição imaculada que se ouve em muitas canções por aí. Um dia o Padre Zezinho disse que Deus não precisava do nosso louvor, que é nós é que precisamos Dele. Cantar e cantar repetindo as mesmas coisas não nos faz mais cristãos que os outros. Nós somos feitos de carne e osso, somos errantes e podemos levantar e voltar a olhar pra frente. Sejam os cristãos no mundo, aquilo que alma é no corpo, diz o Concílio Vaticano II. Eu diria que as composições do Beatrix neste disco estão um pouco mais honestas.

 Você também participa de outros projetos da Codimuc, como o videoclipe da banda Iaweh, o DVD acústico do Rosa de Saron e o DVD da banda The Flanders. Comente sobre estes trabalhos.
É. Digamos que esse seja o meu trabalho, não que o Beatrix não seja - pelo menos não bato cartão! - mas a CODIMUC é uma família pra mim, acho que sem ele não teria feito metade das coisas que realizei. Eles sempre me deram oportunidade de mostrar meu trabalho, e acreditaram em mim. Só que tudo na gravadora é em equipe. Eu não faço nada sozinha, apesar de levar os créditos. Temos uma equipe muito competente que rala pra caramba e tem muito amor no que faz, acho que é isso que faz dar certo.
Sobre o IAHWEH, eu fiz a direção, direção de arte e ainda ajudei na produção... foi uma correria louca e graças ao pessoal da Balaio Filmes, principalmente Mariana Mariana Moraes, tudo ficou muito bonito. A gente fez esse trabalho em parceria e foi um bom casamento.
No Rosa de Saron Acústico, fiz a direção de arte - pra quem não sabe isso significa: cenário, figurinos, maquiagem - e tive uma equipe maravilhosa na execução, foi um dos trabalhos que eu mais curti fazer, adoro os meninos do Rosa, a gente é amigo mesmo. 
E o Flanders, depois de muitos dias de trabalho e correria junto com meu irmão superprodutor Netinho, acabei assinando a direção geral. Foi meu primeiro trabalho oficial como diretora de DVD. Fiquei feliz por fazer parte da estória do Flanders, já que eles foram muito importantes pra mim quando estava no começo.

Quais as suas influências na hora de criar? E que sons curte ouvir?
Referências eu costumo dizer que estão em muito mais coisas do que a gente pode imaginar... na verdade penso que na hora que me aparece um novo projeto, todas as minhas referências anteriores são utilizadas, é como se rolasse uma pesquisa interna de tudo que eu já vi. A música, o cinema, as artes visuais, as propagandas, a moda... tudo isso me inspira muito. Sou amante do cinema e metade das coisas que eu penso tem alguma ligação com filmes. Eu poderia discursar aqui sobre vários artistas, arquitetos, designers e músicos, mas cada trabalho é um universo novo. Gosto de aprender sobre diferentes coisas, eu sempre faço painéis de pesquisa e referência, acho que essa coisa do visual presente é importante pra criar.Sobre o que eu gosto de ouvir... puxa vida, são tantas coisas! Eu gosto de rock pra começar... alternativo de preferência. Gosto de ouvir indie e essas coisas novas misturadas com eletrônico também. E sou amante do Jazz e MPB. Eu cresci ouvindo música brasileira e sempre gostei de tocar violão nas festinhas de amigos.





Como você vê a atual cena da música católica no Brasil?
A música católica pra mim, está em uma boa fase se você observar pelo lado de fora. Bandas que "não existiam" para o grande público, hoje são conhecidas, como é o caso do Rosa de Saron e o Anjos de Resgate. Tivemos claro, uma forte exposição de padres na televisão aberta. Fato é que estamos sendo vistos. Muita gente ainda não consegue diferenciar musica católica de música gospel e muitos ouvem algumas bandas e não sabem que elas são desse segmento, mas temos
muito pra crescer ainda. O céu é o limite!
 Quais os projetos para 2012? O que podemos esperar este ano?

O futuro a Deus pertence não é mesmo? Esse ano é uma ano de preparação para a JMJ 2013. Tudo acaba convergindo para isso. Estou na equipe da CNBB e vejo o quanto o pessoal do Brasil todo está esperando por esse acontecimento. O Beatrix está tocando em alguns eventos oficiais, como no Bote fé de São Paulo, por exemplo, tivemos um público de mais de 100 mil pessoas. Estamos divulgando nosso trabalho, rodando o país com shows e divulgando nosso material na internet e TV. A gente gosta de desafios, acho que de repente pinta mais um clipe, quem sabe algo... inovador? (risos)

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Não sejam apenas espectadores do mundo, participem, opinem, sejam questionadores e MUDEM. A vida começa quando a nossa zona de conforto é deixada pra trás. Pax e rockz!

 

Contato para shows:
12 31862700 - Amanda


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Bate-papo com Dia Solaris

Um grupo de amigos se reúne para tocar rock. Deus desperta vocações através da música. E é justamente neste cenário do rock católico atual que surge a banda Dia Solaris. Um som quente, com a proposta de aquecer corações em cada canção. A seguir, você conhece um pouco mais sobre uma das novas bandas cristãs.














Primeiramente, sejam bem-vindos ao Olhando de Frente. Conte como começou a banda.
 
Flávio: Nos encontramos em janeiro de 2009 para formarmos a banda. Nós 3 já éramos amigos de paróquia antes e já tínhamos tocados juntos. Flávio Flores e Alex Olyvera em um trabalho e Flávio Flores e Brunno Caruso em outro. Esses trabalhos musicais anteriores tinham propostas de som diferentes do que temos hoje. A proposta da Dia Solaris veio ser uma convergência das nossas vontades e ideias e sobretudo, acreditamos nós, vontade de Deus em nossas vidas.
 
Apresente para nós os integrantes da Dia Solaris. Como foi o convite à Missão de evangelizar através da música de vocês?
 
Flávio: Os integrantes são: Alex Olyvera (Baixo e voz), Flávio Flores (Bateria e voz) e Brunno Caruso (Guitarra).
 
Flávio Flores e Brunno Caruso, pouco antes de integrarem a Dia Solaris, tocavam juntos em um outro trabalho de música católica, e foram convidados por Alex Olyvera e Maurício Canuto (hoje músico da Comunidade Divina Luz) que tinham a Dia Solaris ainda como um projeto embrionário. Na verdade todos nós já éramos envolvidos com música cristã há um bom tempo e a Dia Solaris veio para confirmar toda a nossa vontade de servir a Deus com os talentos que recebemos dele. No decorrer da nossa estrada também contamos com mais um guitarrista como integrante, Édson Salviano, que hoje integra um grupo de evangelização em sua comunidade.
 
A proposta da Dia Solaris é falar para todos sem distinção. Inclusive no meio secular. Do mesmo modo que São Paulo se fez como judeu para os judeus, para ganhar os judeus, se fez como fraco para os fracos, para ganhar os fracos e tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns, a Dia Solaris quer seguir o seu exemplo.  Na verdade, a banda quer falar aquilo que somos e acreditamos sem tentar impor ideias mas, difundir a todos o amor de Deus em nossas vidas.
 
 
Como é o processo de composições DA banda? Há uma letra preferida?

Flávio: A maioria das composições são do Alex, mas no trabalho como um todo há contribuição de todos, tanto em letras como em melodias, harmonias e arranjos das canções. O processo de composição se dá de várias formas. Algumas no silêncio de nossos quartos, ao final de um dia inteiro de trabalho, após as orações individuais de cada integrante ou até mesmo nos momentos difíceis de nossas vidas. A parte instrumental também é produzida nos momentos de ensaio no estúdio. Em relação às letras ou canções prediletas, cada um tem umas 2 ou 3 canções distintas. É difícil falar somente de uma. Podemos citar algumas: Revanche, Despertar, Só Eu Sei, Tão Leve ...
 
Qual a maior dificuldade de se fazer rock católico hoje em dia?

Flávio: Ainda a falta de compreensão e apoio de grande parte do povo católico. A grande "massa católica", sobretudo a juventude (digo a maior parte das pessoas) não atentaram para o universo da música Católica. Percebemos ainda que há uma grande missão a ser cumprida dentro da Igreja no que diz respeito à esta temática, mas também sabemos que hoje o cenário está melhor que tempos atrás, pois bandas como o Rosa de Saron, o Yahweh e outras já transpassaram a barreira mais densa, que é a inicial. Acreditamos também que o Espírito Santo é quem conduzirá esta realidade em nosso meio.
 

Qual o momento mais marcante que a banda já passou? Contem para nós.

Alex: Tivemos algumas experiências, mas uma que guardamos com muito carinho no coração, foi uma apresentação na Festa de Nossa Senhora de Nazareth onde não sabíamos como as pessoas de lá nos receberiam lá e a nossa proposta de som. E chegando ao local tivemos muito mais aprendizado do que oferecemos algo para aquelas pessoas. Fomos bem recebidos, foi gratificante ver o sorriso no rosto daqueles jovens, mesmo a Dia Solaris sendo uma banda nova pra eles, ficamos emocionados em vê-los se esforçando em acompanhar a letra das músicas. E o mais interessante.. O local não estava cheio, mas aqueles jovens fizeram aquele lugar parecer um evento lotado. (Tinha muito amor ali). Desde esse dia eles nos seguem e nós os seguimos pelas redes sociais. Que Deus abençoe as comunidades do Caramujo e Santa Bárbara!
 

O cenário da música católica vem passando por muitas mudanças. Como vocês veem a atual fase musical cristã?

Alex: Existem 2 cenários da música cristã no Brasil, a Católica e a Evangélica. A evangélica todos já conhecem e tem uma indústria pronta e forte faz tempo, agora a Católica tá dando seus primeiros passos agora, a níveis profissionais. Temos grandes desbravadores na nossa história como o Padre Jonas, Padre Zezinho, Cristoatividade, entre outros.. Eles foram os que abriram o caminho, os que foram incompreendidos... Agora ainda há incompreensão dentro da igreja mas muito menos.
A música Católica tem um grande potencial e tende a crescer e a internet tem ajudado muito nisso pois infelizmente ainda não temos uma mídia muito grande nas Rádios e TVs.

 
Quais os projetos para o futuro da banda?
 
Alex: Esperamos gravar o nosso primeiro disco “Full (completo)” e acredite é bem difícil, os custos são altos para bandas independentes a nossa igreja não dá e também nem tem como dar grandes incentivos nessa área. Esperamos também depois do trabalho pronto conseguir um contrato para poder distribuí-los... Atualmente os grandes selos fuincionam de formas diferentes daí a nossa responsabilidade de ter em mãos um trabalho de qualidade feito a custo da banda. E depois é conseguir excursionar divulgando o trabalho. Aí só Jesus na causa (risos).
 
 
Deixe uma mensagem para o Olhando de Frente.
 
Alex: A palavra diz que quem encontra um amigo encontra um tesouro e nós da Dia Solaris não temos dúvida disso. Esperamos estar sempre juntos nessa missão simples que temos de mudar o mundo revelando o grande amor de Jesus. Ser transparente, verdadeiro e guerreiro são boas qualidades num cristão dos dias de hoje. Como o nome diz: Olhando de Frente. Quem olha de frente se revela, se mostra, encara nos olhos, reconhece as imperfeições e revela as qualidades. Hoje em dia na maioria das vezes revelamos Jesus com nosso olhar, com nossos atos.
Agradecemos muito pela oportunidade e oramos pela missão do Olhando de Frente.
 
Paz e Bem, sempre!







Dia Solaris:
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Bate-papo com Du Bboy

Há dois anos como Dj/Vj da banda católica Rosa de Saron, Eduardo Veloso - o Vj Du Bboy abre o jogo em um bate-papo descontraído sobre carreira, projetos e evangelização. Muito além do cabelo azul e do visual moderno, Du Bboy aposta na inovação para tocar corações através da música: "Estou me aprimorando, pra não ser igual a tudo que se vê"
Fotos: internet / apenas fins ilustrativos

Hoje conhecemos o Vj Du Bboy acompanhando o Rosa de Saron. O que você fazia antes de entrar para o Rosa? Como você chegou à banda?

Antes do Rosa de Saron,eu era DJ-VJ em uma banda show-baile de Minas Gerais, que mais parece um musical itinerante da Broadway (risos)que se chama Lex Luthor.
Em meados de 2009,durante a turnê "Rosa de Saron - Acústico e Ao Vivo", fui convidado pelo meu amigo e então técnico de P.A. do Rosa de Saron, Marcos Paulo a fazer um live-images em um show do Rosa em Barretos-SP.
Fui apresentado aos quatro, Eduardo Faro (guitarras) brincou que temos um nome lindo, EDUARDO (risos), Guilherme (de Sá, vocalista) até já discutiu algumas ideias que ele vinha amadurecendo sobre ter um telão em todos os shows e quando veio a turnê horizonte distante no início de 2010,resolveram mudar o cenário de palco,incluíndo um telão de Leds, me convidaram, durante as negociações descobriram que eu também atuava como DJ e aqui estou, em todos os shows desde janeiro de 2010!



Você é católico? Como tem sido este contato com o meio cristão?

Minha família é católica, cresci na roça ouvindo missas num radinho de pilha junto com minha mãe, passei por todos os processos que todo garoto cristão católico passa: catecismo, primeira comunhão, etc... Durante a minha adolescência, me afastei da igreja. Meu contato atual com a igreja está cada vez mais forte, culpa é claro (hehe) de tudo que tenho REAPRENDIDO e vivido ao longo de minhas viagens e shows com Rosa de Saron.



Desde a turnê HD - Horizonte Distante, seus efeitos têm feito a diferença nos shows da banda. Inovar é preciso, principalmente quando se fala em evangelização. Comente sobre a receptividade e a relação com o público.

Hehe, valeu, poucos sabem mas os efeitos desse álbum (Horizonte Distante) em estúdio foram produzidos pelo Dj Tau e Guilherme de Sá. Eu tento reproduzi-los o máximo possível nos shows, claro que sempre ando acrescentando algumas coisinhas, um ruidozinho, um scratch, etc...
Sim, INOVAR  é extremamente necessário, o mundo inteiro está em constante evolução e nos últimos anos, cada vez mais rápido, na evangelização e na música também não pode nunca ser diferente!
Me senti superbem recebido pelos fãs do Rosa de Saron, pelos caras da banda então nem se fala... Hoje minha relação com o público é a mesma de sempre, mesmo meu visual, pra alguns um tanto estranho, hehehe, cada dia que passa faço mais amigos, sempre fui muito verdadeiro com tudo e acho que as pessoas sentem isso.


Você também é responsável pelos vídeoclipes dos shows do Rosa. Há um preferido? Como é a elaboração desse material?

Como eu disse acima, fui convidado a trabalhar com o Rosa primeiramente pelo meu trabalho como Vj, falar de um preferido é complicado hein? Gosto bastante de todos, mas o da música "Velhos Outonos" difere dos demais.
Bem,Guilherme fala o que ele imagina, eu mostro um monte de ideias, Eduardo, Rogério e Grevão também opinam. Junto tudo, vou pro meu studiozinho e gravo, monto, edito etc... esse material que estou exibindo durante essa turnê Horizonte Vivo Distante, foi 90%  produzido nos hotéis na semana anterior à gravação do DVD.

NOTA: O vídeo do telão de "Velhos Outonos" foi feito pelo 
Vj Du com familiares e amigos da banda

Viajando o Brasil inteiro, com certeza boas histórias não faltam para contar. Fale sobre algum momento divertido das viagens da banda.

Ih, histórias é o que não me faltam, peguei fama entre a equipe do Rosa de sempre ter uma situação pra contar semelhanta à qualquer história que me contem, haha.
Sempre tem centenas de momentos divertidos nas viagens, um dos que mais me fizeram rir foi o dia que o Marcos Paulo (agora ex-técnico de P.A. do Rosa), zoou tanto o Eduardo, Rogério e Grevão porque o time de futebol que eles torcem (o Guarani de Campinas -Bugre) perdeu feio pro time que o Fernado (técnico de palco) torce, o Noroeste de Bauru. Mas o Marcos zoou tanto que eles estavam todos deitados em suas camas no ônibus da banda, prontos para dormir, perderam o  sono e fizeram uma reunião secreta pra armar uma defesa contra as piadas do Marcos Paulo, e no final não adiantou NADA! hahahaha


E qual momento você ressaltaria como o mais marcante junto à banda?

Ainda mesmo depois de viajar à Madri,na JMJ... pra mim momento único ainda é participar de um Hallel, mesmo com todo trabalho e stress que nós envolvidos com a parte técnica passamos.


As cristotecas têm crescido no país todo, aliando música eletrônica e cristã. O que você acha destes movimentos?

Acho simplesmente PERFEITO, anteriormente ainda falávamos de EVOLUÇÃO, INOVAÇÃO. Não sou um expert em movimentos religiosos, mas conheço um pouco sobre PESSOAS,e acho que é preciso mostrar a TODOS, principalmente quem está um pouco PERDIDO por aí, que estar perto de DEUS pode ser além de tudo de bom, também DIVERTIDO, DESCOLADO e principalmente LIMPO, sem drogas, bebidas pesadas e tudo mais que se encontra num balada, como dizem os já convertidos, ''do mundo''.


"Meu Abandono", "Folhas do Chão" e "Amor Sincero" ganharam recentemente versões remixadas por você. Quais serão as próximas versões? Adianta pra gente, vai! (risos)

Haha,fiz de curtição, sei que ainda falta muito pra ficar à nível das e-musics internacionais, por isso mesmo estou estudando um pouco, até já produzi, junto a um amigo multi-instrumentista, umas versões de antigos hits da música cristã, futuramente quem sabe não lanço um álbum dançante? haha. Estou me aprimorando, pra não ser igual a tudo que se vê, afinal se vou fazer algo, primeiramente dedicado a DEUS, dar tudo de mim, ainda parece pouco.

Quais os próximos projetos para o ano que vem? O que podemos esperar do Vj DuBboy?

Primeiro projeto do ano sem dúvida é trabalhar em novos vídeos pra no próximo ano, oferecer coisas novas aos fãs que comparecerem aos shows do Rosa de Saron.
Mas aguardem que com certeza, vou estar sempre procurando aprender, inovar e evoluir, pra oferecer o melhor aos fãs do Rosa.

Deixe uma mensagem para a galera ligada no Olhando de Frente.

Primeiramente, parabéns pelo ótimo trabalho de vocês, muita gente me pede pra serem seguidos no twitter, pra que eu leia seus blogs, mas poucos, apesar de todos procurarem pregar essa coisa incrível que é a PALAVRA DE DEUS, nem todos conseguem passar de uma forma tão eficiente as boas mensagens. A primeira vez que li um pouco do blog, me tornei um leitor frequente. Deus continue abençoando sempre vocês!


* Além de acompanhar a banda Rosa de Saron, 
Du Bboy também faz cristotecas e afins. Contatos:


 Fone: (19) 3256-5771
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